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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Canadá está a construir ecovia de 24 mil quilómetros

Mäyjo, 21.03.14

Canadá está a construir ecovia de 24 mil quilómetros

 

Atravessar o Canadá de bicicleta, numa ecovia construída de raiz, será uma realidade dentro de três anos e meio, quando o país completar 150 anos e inaugurar a Trans Canadá Trail, uma ecovia que começou a ser construída em 1992, quando o País celebrou 125 anos, e que já tem 17 mil quilómetros terminados – 72% da via.

O percurso irá atravessar o Canadá de uma costa à outra, percorrendo todas as províncias e territórios que constituem o País. Segundo o Pedais.pt, a ligação inclui ainda vias para peões, cavalos, ski e, em alguns percursos, canoa.

O governo canadiano espera que a nova via conjugue a criação de empregos locais, decorrentes do investimento, com o incentivo de hábitos de vida saudáveis na população. Por outro lado, o projecto será importante para aproxima os canadianos e turistas da natureza e das maravilhas do país.

Segundo o Pedais, um ciclista que se proponha cumprir o desafio de ir da costa Atlântica ao Pacífico, por aquela rota, deverá contar com pelo menos nove meses, se se dispuser a pedalar seis horas por dia à média de 15 quilómetros por hora.

“A Trans Canada Trail permitirá aos habitantes e aos turistas que nos visitem apreciar das mais deslumbrantes paisagens do mundo, promovendo a saúde e a boa forma através de uma grande variedade de actividades recreativas”, frisou, recentemente, o primeiro-ministro do país, Stephen Harper.

O projecto é desenvolvido através de um fundo para o qual o governo contribui, mas que também recebe donativos de particulares, sendo gerido por uma fundação criada para o efeito.

O Governo central canadiano atribuiu, até agora, €25,6 milhões (R$ 81,1 milhões) para a construção da via, planeada de modo a que quatro em cada cinco habitantes do país vivam a menos de meia hora do seu traçado. Os benefícios económicos deverão rapidamente cobrir os custos.

 

Foto:  MSVG / Creative Commons

 

in: Green Savers

Rocha que poderá conter diamantes descoberta pela primeira vez na Antárctida

Mäyjo, 20.03.14

Rocha que poderá conter diamantes descoberta pela primeira vez na Antárctida

 

Foi descoberta pela primeira vez, na Antárctida, um tipo de rocha que frequentemente contém diamantes. Apesar da descoberta, não foram encontrados diamantes, mas os investigadores acreditam que possa ser possível encontrar os minerais.

As rochas em questão são kimberlitos, um tipo de rocha magmática que habitualmente contem diamantes. A descoberta é assim um indício que a Antárctida poderá ter uma vasta riqueza mineralógica.

Ainda que se tenha descoberto esta rocha, não se espera uma corrida aos diamantes na Antárctida. Além de ser extremamente fria e remota, o continente está protegido por um tratado que apenas permite expedições ao continente para investigação científica ou preservação da vida selvagem. Adicionalmente, um acordo ambiental de 1991 proíbe a exploração mineira durante pelo menos 50 anos.

“Seria muito surpreendente não encontrar diamantes nestes kimberlites”, revelou Greg Yaxley, da Universidade Nacional da Austrália, líder da investigação, à Reuters.

Os depósitos de kimberlite foram encontrados nas imediações do Monte Meredith, nas Montanhas do Príncipe Carlos, no leste da Antárctida. A kimberlite, uma formação rochosa rara, foi assim baptizada com o nome da cidade sul-africana que experimentou uma corrida aos diamantes no final do século XIX.

“Não acho que seja prático alguém explorar a área de forma bem-sucedida e, pessoalmente, espero que isso não aconteça”, afirma Yaxley. Outros geólogos duvidam que a descoberta acarrete grande valor comercial. Menos de 10% dos depósitos de kimberlite são economicamente viáveis.

Reciclagem em Portugal: de 1996 até 2020 (com VÍDEO)

Mäyjo, 19.03.14

Reciclagem em Portugal: de 1996 até 2020 (com VÍDEO)

 

Há 17 anos, Portugal tinha 311 lixeiras e apenas uma estação de triagem de resíduos. Desde então construíram-se aterros, estações de triagem, centrais de valorização energética e unidades de valorização orgânica – e todas as lixeiras foram encerradas.

Em 1996, uma lei baseada numa directiva comunitária passou a responsabilizar as empresas pela gestão e destino final dos resíduos. É então que surge a Sociedade Ponto Verde, criada por um conjunto de empresas que já financiaram em €600 milhões a reciclagem de embalagens – e €42 milhões na sensibilização e educação dos consumidores, em campanhas como a do Gervásio ou dos Enganos (na foto).

“Cerca de 70% da população já separa os seus resíduos. Não estou a dizer que separa os três contentores, mas separa, pelo menos, um material. Existem 30% de portugueses que ainda não fazem a separação em suas casas”, explicou ao Economia Verde o director-geral da Sociedade Ponto Verde, Luís Veiga Martins.

Quando a Sociedade Ponto Verde – ou SPV – entrou na casa dos portugueses, através das campanhas televisivas, a reciclagem era ainda pouco conhecida. Agora, passados 17 anos, a SPV quer regressar a dois milhões de lares, numa campanha muito ambiciosa de que já falámos ontem.

“Ao longo de 2014, num projecto a 12 e 18 meses, [a SPV] vai visitar um conjunto de lares e identificar os lares que não separam. Para os que não o fizerem, vamos disponibilizar ecopontos domésticos [para o fazerem”, frisou Veiga Martins.

Segundo os últimos números do Eurostat, a taxa de reciclagem em Portugal já está nos 58%, no que toca às embalagens. O próximo objectivo é aumentar este número para 70% já em 2020.

Em 2012, o sector contribuiu com €71 milhões para o PIB. Mas mais importante: reciclar significa menos extracção de matérias-primas, menos consumo de energia para fabricar novos produtos, menos emissões de dióxido de carbono e mais valor acrescentado para a economia.

 

Ambientalista brasileiro rastreia espécies nativas para as reinserir nas cidades

Mäyjo, 18.03.14

Ambientalista brasileiro rastreia espécies nativas para as reinserir nas cidades

 

O ambientalista Ricardo Cardim cresceu num típico apartamento de São Paulo, entre o cimento e asfalto de uma das maiores cidades do mundo. Ainda assim, conta o Planeta Sustentável, ele apaixonou-se pelas plantas e o seu novo projecto funde, exactamente, estas suas duas paixões: o verde e a cidade

Ricardo rastreia as espécies em vias de extinção, como a língua-de-tucano, manacazinho-do-campo ou araçá, embaúba, angico-branco, palmito-jussara e aroeira-pimenteira e reinsere-as na vida das cidades. “Sou fascinado pelas espécies do Cerrado e da Mata Atlântica e, já naquela época, não percebia por que razão as árvores de São Paulo não tinham nada a ver com aquilo que eu estudava e admirava”, conta Ricardo Cardim ao Planeta Sustentável.

Em 2007, Ricardo criou um blog que alimenta até hoje, o Árvores de São Paulo, onde posta curiosidades botânicas da história da metrópole e tenta defender biodiversidade brasileira.

Em 2009, quando fazia mestrado na Universidade de São Paulo (USP), Ricardo resolveu limpar e explorar uma área abandonada no campus. “Descobri ali um museu vivo, uma paisagem remanescente de Cerrado, com arbustos, árvores frutíferas e flores raras. Achei esta vegetação noutro terreno no Jaguaré”, frisa o responsável. Ricardo foi depois atrás da autoridades oficiais até conseguir a atenção para os locais, como reservas de preservação.

O próximo passo foi pegar nas plantas quase extintas, reproduzi-las em viveiro e aplicar nos telhados e paredes verdes de sua empresa de paisagismo sustentável, a Sky Garden. “Foi a forma que encontrei de colocar meu objectivo em prática: resgatar a nossa diversidade vegetal original nos centros urbanos” O próximo passo é abrir uma loja para vender e propagar o valor dessas preciosidades.